Novo projeto de carvão deve alcançar 3,5 milhões de toneladas anuais em Moçambique - PR (Notícias)

O Presidente da República, Daniel Chapo, procedeu hoje, na cidade de Tete, ao lançamento oficial do Projeto de Carvão das Minas de Revúbue. Na sua chegada, o Chefe de Estado prestou declarações à imprensa, destacando que espera do empreendimento a geração de emprego e riqueza para Moçambique.

Falando durante a cerimónia de lançamento do projecto, o Chefe de Estado destacou que o empreendimento possui um elevado potencial económico, social e estratégico, podendo contribuir significativamente para o crescimento sustentável da produção e exportação de carvão no país.

“Este projecto apresenta um grande potencial económico, social e estratégico, que permitirá um aumento sustentável da produção e exportação de carvão do nosso país”, declarou.

Segundo Chapo, para além dos postos de trabalho directos, o projecto deverá gerar cerca de oito mil empregos indirectos, beneficiando sobretudo os jovens e trabalhadores da província de Tete.

“Este projecto vai criar cerca de 1.500 empregos directos e aproximadamente oito mil empregos indirectos para os filhos e filhas de Tete e para os jovens moçambicanos que querem construir o seu futuro nesta terra chamada Moçambique”, afirmou.

Com uma vida útil estimada em cerca de 35 anos, o empreendimento deverá igualmente contribuir para o aumento das receitas do Estado, criando condições para o reforço do investimento público em sectores prioritários como educação, saúde, agricultura e infra-estruturas.

O Presidente da República sublinhou ainda que a exploração da mina poderá impulsionar o desenvolvimento de infra-estruturas logísticas nacionais, incluindo as linhas ferroviárias e o Porto da Beira, fundamentais para o escoamento do carvão para os mercados internacionais.

Durante a cerimónia, Chapo saudou o grupo indiano Jindal, novo accionista do projecto, pela decisão de investir em Moçambique, destacando igualmente o gesto de solidariedade demonstrado pela empresa ao disponibilizar um milhão de dólares para apoiar as vítimas das cheias e inundações que afectaram recentemente o país.

“Queremos agradecer à família Jindal por incluir a mina de Revúboè na sua estratégia de negócios e por tomar a decisão audaciosa de investir neste projecto, nesta província e no nosso país”, disse.

O estadista defendeu também a necessidade de promover o conteúdo local, assegurando que empresários nacionais, particularmente das comunidades locais, tenham oportunidades de participar no fornecimento de bens e serviços ao projecto.

Ao mesmo tempo, advertiu que a exploração mineira deve respeitar rigorosamente os padrões sociais e ambientais, sublinhando que o reassentamento das populações afectadas deverá garantir melhores condições de vida.

“A vila de reassentamento que será construída deverá servir de modelo, com casas dignas, centro de saúde, escolas, energia eléctrica e outros serviços essenciais”, afirmou.

Chapo concluiu apelando ao diálogo permanente entre investidores, comunidades e autoridades locais para assegurar o sucesso do empreendimento, lembrando que “a paz e a segurança são condições fundamentais para o desenvolvimento de qualquer país”.

0 Comentários